• Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde

Agostinho Leite d'Almeida


Quanto à minha visão para a Saúde e para a Doença e alfabetização funcional dos dos cidadãos e consumidores ela é bem simples, dela deixando algumas notas sem qualquer carácter sistemático...





Quanto à minha visão para a Saúde e para a Doença e alfabetização funcional dos dos cidadãos e consumidores ela é bem simples, dela deixando algumas notas sem qualquer carácter sistemático: (i) quanto aos objetivos, importa que as informações e esclarecimentos sobre a saúde e a doença cheguem às pessoas em termos hábeis e efetivos, o que não será tarefa fácil dada a enorme variedade de níveis de alfabetização literal e de (des)conhecimento sobre a saúde e a doença na sociedade portuguesa: talvez, para dizer o óbvio, começar em idades bem precoces, na Escola e em Casa, o que implica sensibilizar e ensinar, se for caso disso, os professores e restantes funcionários bem como os respectivos pais e encarregados de educação, com relação aos benefícios de uma literacia em saúde; (ii) quanto ao seu modus operandi, e como chegar de forma eficaz junto das pessoas, existe conhecimento acumulado por esse mundo fora e também, ao que julgo saber, algum em Portugal: vêm à mente as famosas campanhas de…, que quando bem apoiadas e enquadradas no tecido social e nos mas media, por norma dão os seus frutos, mas creio que a abordagem estratégica mais frutuosa e consistente passaria pela Escola e/ou outras entidades que se ocupam de crianças e adolescentes; (iii) um outro plano igualmente importante, centra-se na relação doente/cliente - técnicos de saúde e instituições de saúde e consultórios privados. Os técnicos de saúde carecem em muitos casos de sensibilização, porventura formação (incluso superior/pós-graduada), para serem mais cooperantes e pedagógicos quanto às magnas questões de educação para a saúde e prevenção de doenças.


No tocante à saúde/doença mental (que inclui ou implica necessariamente a saúde do corpo, as ligações saudáveis do cérebro com o corpo e com a mente, cuja importância decisiva as neurociências vieram enfaticamente validar e sublinhar), a que me encontro profissionalmente ligado, importa, urge, revisitar esta problemática porventura de forma outra, porventura mais eficaz: o Relatório de 2019 da CNS intitulado “Sem Mais Tempo a Perder…” é bem eloquente quanto à urgência em se definir e implementar politicas de intervenção primaria e secundária com vista à prevenção e solução de problemas e disfunções a que importa pôr cobro ou prevenir: é assim que se impõe uma efetiva Literacia para uma Saúde dos Portugueses.


Dr. Agostinho Leite d'Almeida

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